Dólar hoje sobe mais de 1% após anúncio de Trump sobre novas tarifas
O dólar à vista operava com alta ante o real nesta segunda-feira, conforme os investidores reagiam a novidades sobre a política comercial dos Estados Unidos, que incluíam um aparente adiamento nas tarifas, mas uma nova ameaça sobre países alinhados ao grupo Brics.
Os Estados Unidos vão impor tarifas gerais de 25% sobre as importações do Japão e da Coreia do Sul a partir de 1º de agosto, revelou o presidente Donald Trump nesta segunda-feira (7).
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Qual a cotação do dólar hoje?
Às 13h58, o dólar à vista operava em alta de 1,04%, aos R$ 5,480 na venda. Na B3, o dólar para agosto subia 0,36%, aos 5.474 pontos.
O Banco Central fará nesta sessão um leilão de até 35.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1º de agosto de 2025.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,480
- Venda: R$ 5,482
Dólar turismo
- Compra: R$ 5,476
- Venda: R$ 5,656
Os movimentos do real tinham como pano de fundo a força da divisa norte-americana ante seus pares, conforme os mercados se posicionavam para o prazo final de 9 de julho para que países fechem acordos comerciais com os EUA a fim de evitar a imposição de tarifas mais altas sobre seus produtos.
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Na mais recente notícia sobre o tema, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país está perto de finalizar acordos nos próximos dias e notificará sobre as tarifas mais altas até 9 de julho, com o secretário de Comércio, Howard Lutnick, esclarecendo que as taxas entrarão em vigor em 1º de agosto.
Trump disse que os EUA começarão a entregar cartas sobre tarifas aos parceiros a partir das 13h (horário de Brasília) desta segunda-feira.
Na prática, o anúncio representaria um adiamento de três semanas na implementação das tarifas, o que seria um alívio. No entanto, uma nova ameaça tarifária de Trump sobre os países alinhados ao Brics compensava o efeito positivo do aparente adiamento das outras taxas.
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O presidente norte-americano afirmou que os EUA irão impor uma tarifa adicional de 10% a todos os países que se alinharem às “políticas antiamericanas” do Brics, cujos líderes deram início a uma cúpula no Rio de Janeiro no domingo.
A maior economia do mundo parecia também não oferecer novidades sobre as negociações com parceiros comerciais importantes, como Japão e União Europeia, o que tornava improvável o alcance de entendimentos até quarta-feira.
Em meio às diversas incertezas comerciais, os investidores optavam pela cautela, favorecendo amplamente o dólar.
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“O dólar opera refletindo a mudança na estratégia comercial do EUA”, disse Eurico Ribeiro, assessor de investimento da B&T XP em nota. “O presidente Donald Trump postergou para 1º de agosto a data de início das novas tarifas, antes previstas para entrar em vigor em 9 de julho. O desfechos dessas negociações segue como um ponto central para o comportamento dos mercados nas próximas semanas. A expectativa gira em torno da reação dos mais de 100 países que ainda estão for a dos pactos comerciais com os EUA.”
O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,43%, a 97,383.
Alguns pares do real, como o peso mexicano e o rand sul-africano, tinham quedas ainda mais acentuadas frente à moeda dos EUA.
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No resto da semana, que conta com poucos dados econômicos, os mercados globais devem continuar voltados à pauta do comércio.
Já no Brasil, para além das disputas comerciais, o mercado avaliará o relatório do IPCA para junho, na quinta-feira. O dado deve consolidar seis meses seguidos com a inflação em 12 meses correndo acima da margem de tolerância da meta desde que o novo sistema de meta contínua entrou em vigor, em janeiro, o que obrigará o Banco Central a encaminhar uma carta aberta ao Ministério da Fazenda explicando os motivos do descumprimento do objetivo.
Mais cedo, analistas consultados pelo BC em sua pesquisa Focus reduziram a projeção para a inflação brasileira neste ano pela sexta semana consecutiva. O levantamento mostrou que a expectativa para o IPCA é de alta de 5,18% ao fim deste ano, abaixo da previsão de 5,20% na pesquisa anterior.
Os investidores também continuarão atentos a qualquer novidade em relação ao impasse em torno das tentativas do governo de elevar as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com a disputa entre Executivo e Legislativo agora no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF).
(Com Reuters)
FonteInfomoney
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