Fitch mantém rating ‘AA+’ dos EUA, mas alerta o que poderia levar a rebaixamento
A Fitch Ratings reafirmou nesta sexta-feira, 22, a nota de crédito de longo prazo em moeda estrangeira dos Estados Unidos em “AA+”, com perspectiva estável. Segundo o comunicado, o rating reflete “a grande economia, a alta renda per capita, o ambiente de negócios dinâmico e a excepcional flexibilidade de financiamento devido ao papel do dólar como principal moeda de reserva global”.
A agência, porém, destacou limitações importantes. O país enfrenta déficits fiscais elevados, um substancial encargo com juros e níveis de dívida do governo altos e crescentes, mais que o dobro da mediana da categoria “‘AA’”.
A Fitch também observou que Washington “não tomou medidas significativas para enfrentar seus grandes déficits fiscais, o aumento da dívida pública ou a alta prevista nos gastos relacionados ao envelhecimento da população”.
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A agência projeta que os déficits do governo dos Estados Unidos permanecerão elevados, com previsão de 6,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 e crescimento para 7,8% em 2026 e 7,9% em 2027. O endividamento também seguirá em alta, atingindo 124% do PIB até o fim de 2027, “mais que o dobro da mediana ‘AA’ de 48,1% do PIB”.
Em comunicado, destaca que o governo Trump começou a implementar sua agenda por meio de cortes de impostos, aumento de tarifas, deportações e redução de regulações federais, incluindo a aprovação da lei orçamentária em julho de 2025, que “cumpre a maior parte das promessas de corte de impostos de Trump” e amplia deduções para impostos estaduais e locais, além de benefícios para horas extras e gorjetas.
Segundo a agência, o dólar continua sendo um ponto forte, garantindo “flexibilidade excepcional de financiamento” ao governo americano.
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Alertas
Ao manter a nota soberana dos Estados Unidos, a Fitch Ratings alertou que pode rebaixar a classificação se houver um aumento considerável da dívida geral do governo, diante da incapacidade de resolver desafios de médio prazo relativos a despesas e receitas.
A agência também adverte poderia cortar o rating se uma erosão na coerência e credibilidade da política macroeconômica enfraquecer o papel do dólar como moeda de reserva, o que diminuiria a flexibilidade de financiamento dos EUA.
Por outro lado, a Fitch avisou poderia melhorar a nota se o país implementasse ajuste fiscal para lidar com aumento de despesas obrigatórias ou para financiar os gastos com receitas adicionais. Isso reduziria a relação da dívida para o Produto Interno Bruto (PIB), conforme a agência.
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A Fitch informou ainda que o teto de classificação do país (country ceiling) é “AAA”.
FonteInfomoney



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