Avião bateu em carro por distração de supervisor com celular, diz Cenipa
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu o relatório sobre o incidente de 12 de fevereiro de 2025, quando um avião da GOL, que faria o voo 1674, bateu em um carro de manutenção durante a decolagem na pista 10 do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Dois ocupantes do veículo tiveram ferimentos leves e nenhum passageiro ou tripulante ficou ferido. O piloto abortou a decolagem e conseguiu parar o avião ainda na pista.
O documento aponta que o supervisor da torre de controle usava o celular no momento da ocorrência, o que contribuiu para que não percebesse falhas no procedimento. A pista foi liberada para decolagem sem a checagem visual obrigatória e sem garantir que o veículo já havia saído do local.
O relatório também cita falhas de comunicação na torre. Segundos antes do choque, chegou a haver dúvida entre os controladores sobre a presença de manutenção na pista, mas a decolagem não foi interrompida. A resposta do veículo também demorou, o que fez os controladores acreditarem que daria tempo para o avião sair sem risco.
Outro ponto levantado é a dificuldade de visibilidade a partir da torre. Obstáculos no aeroporto e até a própria posição de trabalho dos controladores prejudicam a visão completa da pista. Isso, somado à falta de atenção no turno e a problemas na troca de informações entre os profissionais, teria contribuído para a colisão.
Entre as recomendações feitas pelo Cenipa estão o reforço no treinamento dos controladores, mudanças nos procedimentos de comunicação e revisão da estrutura do aeroporto para melhorar a visão da pista. A investigação também sugere que veículos e aviões usem sempre a mesma frequência de rádio, para que todos ouçam as mesmas instruções ao mesmo tempo.
Segundo o relatório, os pilotos só viram o carro meio segundo antes do impacto, quando o avião já estava em alta velocidade. Eles desviaram para a direita e conseguiram parar. A primeira transmissão da tripulação, alertando sobre a presença do veículo, não foi respondida de imediato pela torre.
A CNN procurou a administração do Aeroporto do Galeão para comentar o relatório, mas ainda não obteve resposta. A GOL também foi procurada e disse que não vai comentar o relatório.
FonteCNN Brasil



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