Caminhões de ajuda humanitária do Egito chegam a Gaza pelo segundo dia
Dezenas de caminhões de ajuda humanitária partiram do Egito com destino a Gaza, nesta segunda-feira (28), pelo segundo dia consecutivo, após Israel aliviar o bloqueio ao território palestino.
A sociedade humanitária do Crescente Vermelho Egípcio informou o envio de 135 caminhões, transportando cerca de 1.500 toneladas de ajuda humanitária, incluindo diversos alimentos e suprimentos de higiene pessoal.
Caminhões marcados com placas do Crescente Vermelho dos Emirados, da Qatar Charity e de outras organizações internacionais foram vistos partindo do Egito em direção ao território palestino.
O PMA (Programa Mundial de Alimentos) da ONU (Organização das Nações Unidas) disse que 60 caminhões de ajuda foram enviados, mas que essa quantidade não era suficiente para atender às necessidades de Gaza.
“Sessenta definitivamente não é suficiente. Então, nossa meta no momento, todos os dias, é levar 100 caminhões para Gaza”, disse o diretor regional do PMA para o Oriente Médio, Samer AbdelJaber, à Reuters.
O PMA disse que quase 470 milpessoas em Gaza estão enfrentando condições semelhantes à fome, com 90 mil mulheres e crianças precisando de tratamentos nutricionais especializados.
“Não posso dizer que em uma semana seremos capazes de realmente evitar os riscos. Tem que ser algo contínuo e escalável”, disse AbdelJaber.
Israel anunciou, no domingo (27), a suspensão das operações militares por 10 horas em partes de Gaza e em novos corredores de ajuda humanitária, enquanto a Jordânia e os Emirados Árabes Unidos lançavam suprimentos de avião.
A atividade militar será interrompida diariamente, das 10h às 20h (4h às 14h, no horário de Brasília), até novo aviso na cidade de Al-Mawasi, no centro de Deir al-Balah e na cidade de Gaza, ao norte.
Os militares informaram que rotas seguras designadas para grupos que entregam alimentos e medicamentos também estarão em operação entre 6h e 23h (00h às 17h, no horário de Brasília) a partir do domingo (27).
Israel vem enfrentando diversas críticas internacionais, que são constantemente negadas pelo governo, devido à crise humanitária em Gaza.
Além disso, as negociações indiretas de cessar-fogo em Doha entre Israel e o Hamas foram interrompidas, sem previsão para um acordo.
Israel cortou a ajuda a Gaza desde o início de março para pressionar o Hamas a entregar dezenas de reféns, e reabriu a distribuição de ajuda com novas restrições em maio.
Israel afirma que tem permitido a entrada de ajuda, mas deve impedir que ela seja desviada por militantes e culpa o Hamas pelo sofrimento da população de Gaza.
A guerra começou no dia 7 de outubro de 2023, quando integrantes do Hamas invadiram o sul de Israel, matando 1.200 pessoas, a maioria civis, e levando 251 reféns de volta para Gaza, segundo dados israelenses.
Desde então, a ofensiva de Israel matou quase 60.000 pessoas em Gaza, a maioria civis, de acordo com autoridades de saúde, reduziu grande parte do território a ruínas e deslocou quase toda a população.
FonteCNN Brasil



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