Justiça argentina recebe 702 pedidos de visita a Kirchner em domiciliar

Justiça argentina recebe 702 pedidos de visita a Kirchner em domiciliar


Na Argentina, o Tribunal Criminal Federal 2, que condenou Cristina Kirchner a seis anos prisão e proibição vitalícia de ocupar cargos públicos por um caso de corrupção, recebeu 702 e-mails com pedidos de visitas à ex-presidente.

A avalanche de pedidos teve início após um dos advogados de Kirchner, Gregorio Dalbón, publicar o endereço de e-mail do tribunal na rede social X, estimulando interessados em visitar a ex-presidente a fazer a solicitação.

“À toda a sociedade: se quiser visitar a Cristina, acompanhá-la, cumprimentá-la, conversar, se solidarizar ou simplesmente estar lá, mande sua solicitação”, escreveu o advogado.

Na postagem, ele reclama da necessidade do pedido de autorização para que a ex-presidente receba visitas.

“Você tem que escrever para os juízes e esperar que te autorizem. Como se fosse uma presa perigosa. Como se fosse culpada de existir”, queixou-se.

A defesa de Kirchner recorreu contra a decisão de que as visitas a ela na domiciliar fiquem restritas a uma lista previamente enviada ao tribunal da sua equipe de médicos, advogados e familiares do seu convívio, afirmando que a limitação é uma “invenção” que viola direitos da ex-presidente.

Segundo Dalbón, o tribunal não respondeu aos e-mails com as solicitações, que segundo o canal Todo Noticias, afiliado da CNN, chegaram a 702, e notificou os advogados de Kirchner que ela mesma deve enviar os pedidos com os dados pessoais de cada visitante.

De acordo com o ex-ministro da Secretaria de Comunicação do governo Paulo Pimenta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a Kirchner que a visitaria na sua próxima viagem à Argentina, no início de julho, para a Cúpula do Mercosul.

Na última segunda (23) Dalbón questionou a necessidade de que Lula precise de autorização para visitá-la.

“Isso inclui ex-presidentes? Chefes de Estado em exercício? Ganhadores do Prêmio Nobel? Inclui, por exemplo, Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República Federativa do Brasil?”, perguntou.

Segundo ele, o tribunal que julgou a ex-presidente “pretende administrar o vínculo entre duas figuras histórias da América Latina, como se se tratasse de mais um tramite burocrático”.

“Tem sentido que quem liderou a reconstrução democrática do Brasil deva pedir permissão para um tribunal para cumprimentar quem governou a Argentina duas vezes?”, completou.





FonteCNN Brasil

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